quinta-feira, 24 de novembro de 2011

OTAN MATA MAIS INOCENTES

Porta-voz da Otan disse que estava ciente das mortes e que uma equipe estava a caminho do sul do país para investigar o incidente

Sete civis, incluindo seis crianças, foram mortas em um ataque aéreo da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na região sul do Afeganistão, segundo informaram autoridades locais.

O governador de Kandahar, Niaz Mohammad Sarhadi, disse a BBC que os civis morreram na noite de quarta-feira no distrito de Zheray. Ele afirmou que o ataque foi efetuado em uma área remota depois que insurgentes do Taleban foram visto plantando bombas em uma estrada.

Dois dos insurgentes morreram, mas outros dois fugiram para as proximidades de uma aldeia. Os helicópteros bombardearam o esconderijo e mataram seis crianças, além de ferir duas meninas e um aldeão, que morreu mais tarde no hospital", disse Sarhadi.

O presidente do país, Hamid Karzai, condenou com veemência o bombardeio e em comunicado divulgado para a imprensa, se declarou "triste" pelo incidente.

O porta-voz da Otan na capital afegã, Cabul, Jason Waggoner, não confirmou nem desmentiu o ataque, mas disse que estava ciente dos relatos das mortes em Kandahar e assegurou que uma equipe de avaliação estava a caminho do local do incidente.

Durante a Loya Jirga, assembleia realizada há uma semana em Cabul, o presidente afegão colocou como condição para estender a presença de tropas dos Estados Unidos no país o fim das operações militares com vítimas civis.

As mortes de civis são um dos principais pontos de tensão entre as tropas internacionais e o governo afegão. Em maio, Karzai chegou a dizer que as tropas estrangeiras serão consideradas "invasoras" se continuarem com os bombardeios contra casas da população civil durante suas operações.

O ataque ocorre em meio à retirada dos soldados americanos, que lideram a operação da Otan no Afeganistão, a Isaf, que está prevista para ser finalizada até 2014. De janeiro a junho, o país presenciou a morte de 1.462 civis em 2011, um aumento de 15% em relação ao mesmo período no ano passado.

Nenhum comentário: