segunda-feira, 1 de junho de 2009

Senador Mão Santa:
“NEM HITLER FEZ UM ESQUEMA DE PROPAGANDA”


O senador Mão Santa (PMDB-PI) afirmou em discurso nesta segunda-feira (1º), ao comentar notícia do jornal Folha de S. Paulo de domingo (31), que "nem Hitler fez um esquema de propaganda" com o do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, "é o Goebbels de Lula" [Paul Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler].
De acordo com a reportagem, o governo, que anunciava em 2003 em 499 jornais e rádios do interior, ampliou em 961% essa divulgação, chegando a 2.597 veículos de divulgação. O senador observou ser de Goebbels a frase "uma mentira muito repetida acaba se transformando em verdade".

Mão Santa leu em Plenário artigo publicado na Folha de S. Paulo desta segunda (1º), assinado por Fernando de Barros e Silva, sob o título "O Bolsa-Mídia de Lula". No artigo, ele afirma que essa divulgação, chamada na linguagem oficial de "regionalização" que busca a "democratização" da divulgação, na prática "significa que o governo promove um arrastão e vai comprando a mídia de segundo e terceiro escalões como nunca antes neste país".

No mesmo artigo lido pelo senador do Piauí, há uma declaração do deputado Ricardo Barros (PP-PR), vice-líder do governo e membro da Frente Parlamentar de Mídia Regional: "Cerca de 50% das rádios e dos jornais do interior pertencem ao comunicador. O dono faz o jornal ou o programa de rádio. Se recebe dinheiro, passa a ter mais simpatia e faz uma comunicação mais adequada ao governo. Há uma reciprocidade". Mão Santa afirmou também que o governo se serve de Organizações Não Governamentais (ONGs), onde "há muita safadeza" e, por isso, "o governo não deixa funcionar a CPI das ONGs".

O senador informou ter visitado, no final de semana, municípios piauienses afetados pelas enchentes. "É uma desgraceira só", lamentou. Ele criticou o estado das rodovias no Ceará e no Piauí, por onde passou. Pediu ao governo mais empenho para ajudar os flagelados, especialmente as populações atingidas pelas inundações provenientes do rompimento da barragem de Algodões I, na região de Cocal. (Da Redação / Agência Senado)

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